segunda-feira, 20 de abril de 2015

Saem primeiros contratos de laranja da safra 2015/16

Os primeiros contratos envolvendo a laranja da safra 2015/16 começam a ser fechados por duas das três grandes indústrias de suco de São Paulo. Uma das empresas fechou novos contratos entre US$ 4,50 e US$ 5,50/cx de 40,8 kg, fruta colhida e posta na indústria. 


Já uma outra fábrica optou por não incluir o dólar em suas propostas, oferecendo um adiantamento (que seria pago já em 2015/16) de R$ 14,00/cx de 40,8 kg para a pera e as tardias, também colhidas e postas na indústria.

Os valores de contrato oferecidos em dólar são vistos como muito atrativo aos produtores, visto que o dólar está valorizado frente ao Real – na última sexta-feira, 17, a moeda norte-americana fechou a R$ 3,044. O valor em reais também é considerado satisfatório por produtores, principalmente por incluir, ainda, um adicional de participação no preço de venda do suco que será pago em fevereiro de 2017.

Plantio de batata de inverno ganha ritmo em Vargem Grande do Sul


O plantio de batata da safra de inverno 2015 vem ganhando intensidade em Vargem Grande do Sul (SP). O planejamento inicial dos produtores era de aumentar a área cultivada em março, mas as chuvas na região limitaram os trabalhos e, em conjunto com as altas temperaturas, acabaram resultando no apodrecimento de sementes em algumas áreas cultivadas.

Com os atrasos em Vargem Grande do Sul, deverá haver uma concentração maior do plantio em junho. A previsão inicial de produtores desta região é de manutenção da área plantada, sustentada pelo melhora nas condições hídricas da região. A colheita na praça paulista deve ser iniciada em julho e prosseguir até setembro.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil





segunda-feira, 13 de abril de 2015

Edição de abril: 14 anos da Hortifruti Brasil


Em mais um aniversário, a Hortifruti Brasil preparou uma edição especial contando sua trajetória ao longo dos seus 14 anos. A matéria também detalha todas as ferramentas da HF Brasil que disponibiliza informações de hortifrutícolas na internet. Convidamos, ainda, alguns leitores para contarem suas histórias no setor.

Ainda nesta edição, os analistas de mercado da Hortifruti Brasil também levantaram os principais acontecimentos no mercado de 13 frutas e hortaliças, que você pode conferir nas Seções de cada cultura.

A edição comemorativa e tudo sobre o setor hortifrutícola já está disponível na íntegra em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.
 
Boa leitura!
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
(19) 3429-8808

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Preços da batata têm significativa alta com chuva e Semana Santa

As chuvas na semana passada nas regiões de Guarapuava (PR) e Água Doce (SC) paralisaram a colheita, reduzindo a oferta de batatas. Ambas as regiões estão colhendo o tubérculo da safra das águas 2014/15. O clima chuvoso, aliado aos feriados de Sexta-Feira Santa e de Páscoa, período quando há forte aumento na demanda por batatas para o preparo dos pratos típicos, como o bacalhau, gerou acentuado aumento dos preços do tubérculo no decorrer da última semana.

As cotações, inclusive, já vêm há meses em patamares elevados. Segundo atacadistas da Ceagesp, a expectativa era de demanda até maior nos últimos dias, mas possivelmente o patamar muito elevado dos valores da batata pôde ter freado um pouco o consumo. Na Ceagesp, houve aumento de 27,33% nas cotações no acumulado na semana passada em comparação com a anterior, e a batata ágata especial foi comercializada a média de R$ 102,77/cx de 50 kg. Já na ceasa de Belo Horizonte, a elevação foi de 21,72% nas cotações, fechando a semana a R$ 82,30/sc.

Venda de tahiti se aquece, mas preço pouco se altera

Os feriados na semana passada também movimentaram um pouco o mercado de lima ácida tahiti. A fruta é usada tanto como tempero quanto para o preparo de bebidas. Além disso, neste período, produtores costumam reduzir o volume colhido, impactando na oferta disponível.

Ainda assim, os preços da tahiti ficaram estáveis na semana passada, visto que a fruta paulista segue em período de pico de oferta. O valor médio da fruta foi de R$ 8,99/cx de 27 kg, colhida, no acumulado na semana. As indústrias de suco, por sua vez, seguem processando a tahiti, com valores entre R$ 12,00 e R$ 13,00/cx de 40,8 kg, colhida e posta na fábrica.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Demanda por hortaliças pode se aquecer na Semana Santa

Além de chocolate, a Semana Santa é bastante favorável ao consumo de hortaliças. Cebola, cenoura, tomate e, especialmente, a batata, são os principais complementos que compõem os pratos típicos consumidos nos feriados, como o bacalhau. Além disso, é a primeira semana do mês, período de maior volume de compras dado o recebimento dos salários. Colaboradores consultados na semana passada pelo Hortirfruti/Cepea estão otimistas com o aquecimento das vendas nos próximos dias.

A batata é o produto que deve ser mais procurado no mercado. Por enquanto, na última semana, as cotações do produto na Ceagesp estiveram 6% mais baixas, e foi negociado a R$ 80,17/sc. As chuvas previstas nas lavouras de batata desta semana podem limitar as atividades de colheita, o que, junto com os feriados e o início do mês, podem fazer com que os preços do tubérculo subam no mercado. 

Estão suspensas as importações de maçã argentina

O Mapa suspendeu na última terça-feira (24) as importações da maçã e da pera da Argentina, em decorrência da incidência de Cydia pomonella em carregamentos provenientes do país vizinho. A praga, que pode causar elevados prejuízos à agricultura, foi completamente erradicada no Brasil em 2014. Por isso, a ação visa à proteção dos pomares do País e a prevenção de novas contaminações do fruto nacional.

A suspensão das importações será válida até que o sistema da Argentina para a mitigação de riscos relacionados à praga seja adequadamente reavaliado. Uma auditoria nos pomares argentinos estava agendada para o mês de março, porém o governo argentino solicitou mais uma vez o adiamento da auditoria para abril. O Mapa, no entanto, ressalta a importância das inspeções ainda em campo, considerando o período produtivo da maçã, e disse que não aceitará o novo pedido de adiamento.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Chuva interfere no plantio de cebola e na colheita de manga em SP

Produtores de cebola de São José do Rio Pardo e Monte Alto (SP) iniciaram o plantio da nova safra há 15 dias. Tem chovido significativamente em todo o estado nas últimas semanas, o que tem amenizado a forte seca que o estado se encontrava. Porém, as precipitações podem vir a atrasar o calendário paulista.

Para que o plantio ocorra normalmente, é importante que as chuvas sejam um pouco menos volumosas nos próximos dias, apenas o necessário que permita os cebolicultores a continuar as atividades. Entretanto, segundo as previsões da Somar Meteorologia, esta será mais uma semana chuvosa em ambas as praças paulistas. A área, por sua vez, não deverá aumentar nesta temporada, podendo até mesmo cair. Isso porque produtores têm encontrados dificuldades em conseguir crédito e financiamentos nos bancos.

Caso as atividades de plantio ocorram conforme o calendário planejado, a expectativa é que a colheita de cebola em São José do Rio Pardo e Monte Alto seja realizada em julho, atingindo pico de safra em agosto.

Manga paulista é prejudicada pela chuva

O clima chuvoso em São Paulo também interferiu no setor de manga. A umidade tem prejudicado a qualidade das poucas mangas que restam nos pomares de Monte Alto/Taquaritinga. Segundo produtores, a fruta está manchada e, devido às frequentes chuvas que estão ocorrendo nas últimas semanas, torna-se difícil o tratamento fitossanitário.

Mesmo assim, com a baixa disponibilidade de manga na região, produtores estão conseguindo escoar suas frutas com facilidade ao mercado. Além disso e como de costume, as vendas para a indústria aumentaram no final da safra, mas com a baixa oferta de manga da região, a indústria está processando a fruta apenas uma vez por semana. Das frutas que estão nos pés, restam as variedades palmer e keitt para serem colhidas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Após greve de caminhoneiros, HFs chegam em bons volumes na Ceagesp

Na última semana, aconteceu o que atacadistas receavam: após o término da greve dos caminhoneiros há duas semanas, entraram muitas cargas de frutas e hortaliças de uma vez, causando acúmulo nos boxes da Ceagesp. Esse cenário ocorreu principalmente nos mercado de cenoura e melão.

Com a maior disponibilidade dessas duas culturas, os preços estiveram menores na última semana. Na Ceagesp, a caixa de 29 kg de cenoura foi negociada a R$ 25,71, valor 14,3% menor em comparação com o da semana anterior. Quanto ao melão amarelo tipo 6-7, no acumulado da última semana (9 a 13 de março), foi negociado por R$ 20,67/cx de 13 kg, 3% a menos na mesma comparação.

Manifestações contra o governo influenciam mercado

As manifestações contra o atual governo ocorridas no último domingo (15) em várias cidades do País causaram receio ao setor de HF na última semana. No atacado de São Paulo (Ceagesp), agentes relataram que houve diminuição no volume de compra de muitos feirantes, que temiam por comercialização reduzida no domingo.

Na roça, alguns produtores adiantaram cargas enviadas São Paulo até sexta-feira passada (13). Outros arriscaram enviar no prazo, correndo o risco da carga ficar parada nas estradas, já que havia boatos de que caminhoneiros voltassem a realizar novos protestos. Porém, também houve cancelamentos de cargas por parte de compradores. As vendas de hortifrutícolas deverão ser retomadas normalmente nesta semana.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil