segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Preço da batata finalmente sobe

Após meses de preços abaixo do custo de produção, os valores da batata vêm reagindo desde meados da semana passada, cenário que continua no início desta. Na última sexta-feira, 24, por exemplo, os preços praticados nas roças não ultrapassavam os R$ 30,00/sc de 50 kg. Já nesta segunda, alguns produtores já venderam o produto na casa dos R$ 40,00/sc.

O que explica a recuperação das cotações da batata é que importantes praças que cultivam na safra de inverno estão finalizando as atividades de campo, como Vargem Grande do Sul (SP), Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e Sul de Minas Gerais. Com o encerramento da temporada de inverno, tudo indica que os preços possam, enfim, superar os custos nas roças ainda nesta semana, proporcionando alívio aos produtores que ainda estão comercializando o tubérculo.

Diante desse cenário otimista, quem poderá se beneficiar com melhores cotações são produtores do Sudoeste Paulista, que começaram a safra de inverno na semana passada.

Preço da tahiti bate recorde

Os preços da lima ácida tahiti têm subido com força no estado de São Paulo. O valor diário da última quinta-feira, 23, de R$ 76,73/cx de 27 kg, colhida, foi o maior, em termos nominais, de toda a série de preços do Cepea para este produto, iniciada em 1996. 

Segundo colaboradores do Cepea, apesar de ser comum a redução da disponibilidade da fruta neste período do ano, em 2014, a diminuição foi mais acentuada pela seca. As limas que deveriam estar sendo colhidas apresentam crescimento atrasado, já que a falta de chuvas prejudicou seu enchimento. Com isso, parte das frutas está murcha e amarelando mais rapidamente.

Com a expressiva alta nos preços, alguns produtores chegaram a antecipar a colheita da tahiti, que ainda estava miúda, mas tiveram dificuldade em comercializá-la. Isso porque compradores reduziram significativamente os valores pagos para estes padrões da fruta.

Para as próximas semanas, a oferta de tahiti deve seguir baixa. Até o fim do ano, pode ser que a oferta de lima tahiti aumente um pouco, mas não de forma significativa, o que ainda pode permitir preços bastante atrativos para o produtor. De qualquer forma, a caipirinha consumida nas festividades de fim de ano poderá ter um preço um pouco “ácido” para o consumidor.

Fusão da Cutrale-Safra e Chiquita é aprovada

Foi aprovada na última sexta-feira a fusão da Cutrale em parceria com o Banco Safra com a norte-americana Chiquita, considerada até então a “gigante das bananas”. A fusão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Chiquita. A transação ainda passará por questões regulatórias, e o acordo pode ser selado no fim deste ano ou começo de 2015.

A aprovação de compra da Cutrale-Safra ocorreu após a Chiquita recusar o acordo com a irlandesa Fyffes, importadora de frutas exóticas. 

Por Daiana Braga – Colaboração: Felipe Cardoso
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Frutas de caroço começam a ganhar destaque no mercado


Frutas como a manga e o melão já começaram a disputar a atenção do consumidor com outras frutas típicas da estação de calor: pêssego, nectarina e ameixa, as chamadas frutas de caroço. Essas frutas são bastante procuradas principalmente para o consumo durante as festividades de fim de ano.

Alguns atacadistas consultados na semana passada informaram que as frutas de caroço têm chegado na Ceagesp em maior volume. Com isso, muitos consumidores optam por essas frutas, gerando concorrência com frutas mais tradicionais. Segundo expectativas de agentes do setor, o volume dessas frutas deve aumentar gradativamente até janeiro.

Com essa competitividade, a elevação nas cotações do melão e da manga foi limitada na semana passada. O melão amarelo tipo 6 e 7 fechou a semana na média de R$ 22,00/cx de 13 kg, valor 1% inferior ao registrado na semana anterior. A manga palmer teve desvalorização de 2% na Ceagesp, comercializada a R$ 3,06/kg.


 Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Edição de outubro: 10 anos de Especial Batata

Na edição de outubro, o Especial Batata completa 10 anos, sendo que as oito últimas edições foram especialmente dedicadas à análise da gestão sustentável da bataticultura.

Na edição de 2014, a Hortifruti Brasil avalia o desempenho da rentabilidade da bataticultura e a evolução dos custos de produção em duas importantes regiões produtoras: Vargem Grande do Sul (SP) e Sul de Minas Gerais.

Acompanhe as apurações detalhadas no site do Cepea:
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.

Além da matéria sobre gestão sustentável da bataticultura, na edição de outubro você também pode ficar informado com as análises de mercado das 12 frutas e hortaliças de estudo da HF Brasil.
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Batata: Estiagem deve provocar recuo de área no Sul de Minas

A longa estiagem, especialmente no Sudeste do Brasil, já é um fator limitante na safra das águas 2014/15 de batata da região do Sul de Minas Gerais.

A seca na região mineira tem “segurado” maiores investimentos dos produtores mineiros, que provavelmente manteriam a área em relação à temporada passada (devido aos bons resultados da última temporada das águas e à boa oferta de batata-semente). 

Nas atuais condições climáticas, a chance de perdas de área de batata já cultivadas é muito alta. Isso porque não há expectativa de chuvas para esta semana e, como a maior parte das áreas do Sul de Minas não é irrigada, estas ficam susceptíveis a tais condições climáticas (quente e com baixa umidade). Entretanto, a alta oferta de semente no Sul de Minas facilita o replantio de possíveis áreas perdidas devido sua alta disponibilidade e baixo preço das sementes na região. 

O que pode reverter o cenário são as esperadas chuvas a partir do fim de outubro, o que pode estimular produtores a intensificar o plantio. Mas, por enquanto, a expectativa é de que a área cultivada possa ser menor. 

O plantio de batata no Sul de Minas, que começou em agosto e segue até novembro, está em estágio avançado, e estima-se que 70% da área já tenha sido plantada até a última semana.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Chuvas induzem novas floradas em citros, mas podem prejudicar as de maçã


Florada de laranja/Foto:
Mário Roberto Moraes
Apesar de a quantidade ainda não ter sido suficiente para suprir o déficit hídrico, as chuvas verificadas em praticamente todo o estado de São Paulo nas últimas semanas (as mais volumosas até então) já trouxeram benefícios ao desenvolvimento dos pomares de laranja. Além de recuperar parte do vigor, as plantas registraram boas floradas após as precipitações.

Sem previsão de chuvas para os próximos dias, é possível que a incidência de “estrelinha” (também conhecida como podridão floral) seja baixa. Isso porque a chuva intercalada com sol é benéfica ao “pegamento” das floradas. Neste cenário, produtores paulistas podem reduzir, ou até mesmo não realizar, aplicações para controle do Colletotrichum, fungo causador da “estrelinha”.

Por outro lado, as chuvas abaixo da média durante boa parte de 2014 fizeram com que o solo ficasse bastante seco, debilitando as plantas de laranja. Dessa forma, o otimismo gerado pelas boas floradas acaba sendo limitado por temores quanto ao “pegamento”, que pode ser prejudicado pelo menor vigor das árvores.

Além de São Paulo, as chuvas também ocorreram no Sul do País na última semana. Nas regiões produtoras de maçã, os pomares encontram-se na etapa da florada e polinização e, assim, as chuvas podem ser prejudiciais tanto à sanidade da flor quanto ao calendário de atividades.

Contudo, ainda é cedo para concluir quais serão os efeitos das precipitações. Segundo colaboradores, nas semanas anteriores, com o baixo volume pluviométrico, foi possível realizar aplicações de defensivos nos pomares, a fim de se prevenir a sarna da macieira. Quanto à polinização, agentes do setor afirmam que poderá ocorrer atraso, pois as chuvas também têm ocorrido no período da manhã – quando as abelhas realizam a polinização.

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mercado é fraco no fim de mês



Foto: Ceagesp
O período não está muito propício para o comércio de tomate e batata, importantes hortaliças consumidas. Isso porque é fim de mês, quando as compras, de um modo geral, são menos volumosas. Além disso, para o tomate, o padrão de algumas mercadorias está aquém da desejada: boa parte do tomate que chega à Ceagesp está com calibre médio e miúdo. Já a batata está com qualidade satisfatória, mas mesmo assim o mercado está lento. Tudo indica que, com o início do mês, as vendas retomem o ritmo, como normalmente ocorre no período.

Na última semana, o tomate salada 2A foi comercializado na Ceagesp por R$ 29,86/cx de 18 kg, valor 32,4% inferior ao da semana passada. Quanto à batata, o preço médio de comercialização foi de R$ 28,65/sc de 50 kg, redução de 1,3% na última semana em comparação com a passada.

Também bastante consumida, a banana tem tido pouca saída nos últimos dias, também em razão do período de baixa remuneração dos consumidores. Muitos agentes que comercializam a fruta optaram pela manutenção dos preços, com o receio de perder consumidores caso haja reajuste nas cotações. A caixa de 20 kg da banana nanica teve preço médio de R$ 24,40 na última semana, estável em comparação com a semana anterior, enquanto, a prata, a R$ 42,00/cx, ligeiro recuo de 1% na mesma comparação.

Capitão Citrus, o super-herói da citricultura

Para combater a baixa demanda de suco de laranja nos Estados Unidos, o Departamento de Citros da Flórida, em parceria com a Marvel Entertainment, reformulou recentemente o mascote que representa o setor. A grande proposta deste personagem é atingir, através de revistas em quadrinhos do Capitão Citrus, cada vez mais novos consumidores de suco de laranja, sobretudo a nova geração. 
Capitão Citrus - Foto: FloridaCtrus.org

A bebida tem perdido espaço na mesa do consumidor norte-americano nos últimos anos, dando espaço para outras bebidas como água de coco, energéticos e de frutas exóticas.

Quer conhecer o Capitão Citrus? Acesse o site:


http://www.floridacitrus.org/captain-citrus/digital-comic/

Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Exportações de frutas do Nordeste ganham força


Exportadores do Nordeste, especialmente de melão e de uva, estão intensificando o envio de frutas ao mercado externo. Segundo levantamentos do Hortifruti/Cepea, estão sendo destinados ao mercado internacional cerca de 70% do total da produção de melões da região da Chapada do Apodi (RN)/Baixo Jaguaribe (CE), e os outros 30% estão sendo comercializados no mercado interno. Com a menor oferta de melão no mercado brasileiro, as cotações foram maiores na última semana. O amarelo tipo 6 e 7 foi comercializado à média de R$ 20,25/cx de 13 kg, valorização de 10% frente à semana anterior.

Os envios de uva do Vale do São Francisco também têm sido mais aquecidos nos últimos dias, contribuindo para uma menor oferta no mercado doméstico. No entanto, os valores praticados pela uva no mercado nacional podem limitar os envios da uva ao exterior neste segundo semestre. O Vale do São Francisco conta com menor volume de uvas neste ano por conta da quebra de safra na região. Na última semana, a região comercializou o quilo da crimson embalada por volta de R$ 7,00 enquanto que, da thompson embalada, a R$ 6,00 – ambas sem sementes.

Brasil pode exportar manga diretamente à Rússia

Há possibilidade de o Brasil enviar mangas diretamente à Rússia, conforme discutido em conferência entre empresas russas e brasileiras na última semana, realizado pelo Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF). Caso a negociações diretas sejam concretizadas, o país russo pode pagar bons preços pela manga brasileira. Cerca de 75% do volume total de manga exportado pelo Brasil é para a Europa, porém não se sabe quanto desse total acaba sendo destinado à Rússia.

Além disso, há também preocupações em torno da ”saúde” da fruta. Devido sua sensibilidade, a qualidade da manga poderia ser afetada durante a logística, visto a grande dimensão geográfica da Rússia. A preferência dos russos é pela variedade tommy, o que é positivo para o Brasil, que tem esta variedade como uma de suas produções mais fortes. A exportação direta para a Rússia também pode favorecer produtores brasileiros, visto que há uma preocupação do setor quanto à safra da Espanha, que começa em setembro, além do Peru e Equador. Além disso, a Espanha tem potencial para torna-se uma grande concorrente do Brasil no mercado europeu, sobretudo para as variedades com menos fibras - as preferidas no continente.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil