segunda-feira, 23 de março de 2015

Chuva interfere no plantio de cebola e na colheita de manga em SP

Produtores de cebola de São José do Rio Pardo e Monte Alto (SP) iniciaram o plantio da nova safra há 15 dias. Tem chovido significativamente em todo o estado nas últimas semanas, o que tem amenizado a forte seca que o estado se encontrava. Porém, as precipitações podem vir a atrasar o calendário paulista.

Para que o plantio ocorra normalmente, é importante que as chuvas sejam um pouco menos volumosas nos próximos dias, apenas o necessário que permita os cebolicultores a continuar as atividades. Entretanto, segundo as previsões da Somar Meteorologia, esta será mais uma semana chuvosa em ambas as praças paulistas. A área, por sua vez, não deverá aumentar nesta temporada, podendo até mesmo cair. Isso porque produtores têm encontrados dificuldades em conseguir crédito e financiamentos nos bancos.

Caso as atividades de plantio ocorram conforme o calendário planejado, a expectativa é que a colheita de cebola em São José do Rio Pardo e Monte Alto seja realizada em julho, atingindo pico de safra em agosto.

Manga paulista é prejudicada pela chuva

O clima chuvoso em São Paulo também interferiu no setor de manga. A umidade tem prejudicado a qualidade das poucas mangas que restam nos pomares de Monte Alto/Taquaritinga. Segundo produtores, a fruta está manchada e, devido às frequentes chuvas que estão ocorrendo nas últimas semanas, torna-se difícil o tratamento fitossanitário.

Mesmo assim, com a baixa disponibilidade de manga na região, produtores estão conseguindo escoar suas frutas com facilidade ao mercado. Além disso e como de costume, as vendas para a indústria aumentaram no final da safra, mas com a baixa oferta de manga da região, a indústria está processando a fruta apenas uma vez por semana. Das frutas que estão nos pés, restam as variedades palmer e keitt para serem colhidas.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil
 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Após greve de caminhoneiros, HFs chegam em bons volumes na Ceagesp

Na última semana, aconteceu o que atacadistas receavam: após o término da greve dos caminhoneiros há duas semanas, entraram muitas cargas de frutas e hortaliças de uma vez, causando acúmulo nos boxes da Ceagesp. Esse cenário ocorreu principalmente nos mercado de cenoura e melão.

Com a maior disponibilidade dessas duas culturas, os preços estiveram menores na última semana. Na Ceagesp, a caixa de 29 kg de cenoura foi negociada a R$ 25,71, valor 14,3% menor em comparação com o da semana anterior. Quanto ao melão amarelo tipo 6-7, no acumulado da última semana (9 a 13 de março), foi negociado por R$ 20,67/cx de 13 kg, 3% a menos na mesma comparação.

Manifestações contra o governo influenciam mercado

As manifestações contra o atual governo ocorridas no último domingo (15) em várias cidades do País causaram receio ao setor de HF na última semana. No atacado de São Paulo (Ceagesp), agentes relataram que houve diminuição no volume de compra de muitos feirantes, que temiam por comercialização reduzida no domingo.

Na roça, alguns produtores adiantaram cargas enviadas São Paulo até sexta-feira passada (13). Outros arriscaram enviar no prazo, correndo o risco da carga ficar parada nas estradas, já que havia boatos de que caminhoneiros voltassem a realizar novos protestos. Porém, também houve cancelamentos de cargas por parte de compradores. As vendas de hortifrutícolas deverão ser retomadas normalmente nesta semana.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Greve de caminhoneiros continua prejudicando abastecimento de HF no País

Novos protestos de caminhoneiros nas principais rodovias do País têm dificultado o transporte de hortifrutícolas das roças até os centros comerciais nos últimos dias. Já são quatro dias de protestos em nove estados do Brasil, principalmente nos do Sul – Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul – além de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. A greve dos caminhoneiros é destaque dos principais veículos da imprensa nacional desta terça-feira.

Os manifestantes protestam contra o aumento do preço do diesel e dos pedágios e do baixo valor dos fretes nas viagens. Os bloqueios nas rodovias já geraram falta de combustíveis em algumas cidades e também impossibilitou o abastecimento de alimentos.

Dentre as culturas mais prejudicadas está a batata. Atacadistas da Ceagesp informaram que neste início de semana praticamente não têm recebido cargas do tubérculo de Guarapuava (PR), onde produtores estão em época de colheita. Desta forma, compradores têm buscado se abastecer do produto em outras regiões, como no Sul de Minas Gerais e do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Por conta dessa maior procura em MG, os valores já subiram consideravelmente de ontem para hoje.

Em ambas as praças mineiras, a saca de batata foi comercializada na segunda-feira por volta de R$ 80,00; já nesta terça-feira as cotações já estão na casa dos R$ 100,00/sc. No atacado paulistano, o tubérculo foi negociado nesta terça por R$ 128,00/sc, contra os R$ 116,00,sc negociados ontem. 

Os envios de tomate de Caçador (SC) à Ceagesp também chegaram a ser prejudicados neste início de semana, mas não nas mesmas proporções que o mercado de batata. A caixa de 22 kg de tomate salada foi negociado hoje na ceasa por R$ 44,00, enquanto ontem os valores estavam em R$ 38,00.
 
Atualização: Além de várias rodovias terem sido bloqueadas, o acesso ao porto do Santos, o principal para o envio de vários produtos agrícolas brasileiros ao exterior, também foi fechado pelos manifestantes. O acesso havia sido liberado já na noite da última terça-feira.

Por Érika Duarte e Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tomate: Chuva reduz qualidade e preços caem

As chuvas foram bastante volumosas na última semana, aliviando a seca que assombra a hortifruticultura desde o início de 2014. Mesmo que bastante benéficas, as precipitações acabaram interferindo na qualidade do tomate. Conforme produtores e atacadistas consultados na semana passada, muitos frutos comercializados estiveram manchados, perdendo valor comercial.

Em Itapeva (SP), produtores informaram que, além de manchados, os tomates colhidos também apresentaram rachaduras, impossibilitando a negociação de considerável volume de frutos, que tiveram que ser descartados. Com isso, alguns produtores que iriam colher tomates ponteiros nas próximas semanas podem ficar um período sem colher um volume expressivo, já que a chuva prejudicou principalmente as lavouras médias e avançadas.

Com tomates de baixa qualidade sendo ofertados e o feriado prolongado de Carnaval, os preços recuaram na última semana. Nos dias seguintes ao recesso (19 e 20 de fevereiro), o preço médio na Ceagesp foi de R$ 44,61/cx de 18 kg, redução de 10,24% sobre os valores negociados na semana anterior.

Mais chuvas deverão ocorrer nesta semana, mas em volume bem menor ao ocorrido na última semana. Isso deve fazer com que o clima não interfira tanto na qualidade, e produtores avancem na colheita.

Batata: Com chuva em MG, preço sobe 50% no atacado de BH

Os preços da batata ágata especial no atacado de Belo Horizonte (MG) subiram significativamente na semana passada: 52,65% frente à semana anterior, e os tubérculos foram vendidos por R$ 128,18/sc de 50 kg (considerando os dias 19 e 20 de fevereiro). Já na Ceagesp as cotações do produto ficaram estáveis: R$ 100,38/sc.

A valorização ocorreu porque o atacado mineiro é abastecido principalmente pelas regiões produtoras do próprio estado (Sul de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba), onde a oferta foi escassa devido às precipitações que dificultaram a colheita nos últimos dias. O mercado de batata é bastante sensível durante o período de chuvas, as quais interrompem as atividades no campo.

Para a próxima semana, novas chuvas ocorrerão em todas as regiões produtoras, segundo a Somar Meteorologia, o que poderá continuar limitando a oferta de batata.

Por Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carnaval aquece vendas de "limão" tahiti

As vendas de lima ácida tahiti estiveram aquecidas nesse Carnaval. Diferente da laranja, as vendas de tahiti aumentam, principalmente para a produção de caipirinha, bastante consumida no feriado. Contudo, os preços seguem enfraquecidos, dado o atual cenário de oferta elevada da fruta. Na última semana (09 a 13 de fevereiro), o preço médio da tahiti nas roças paulistas foi de R$ 9,33/cx de 27 kg, colhida.

Enquanto as compras de tahiti foram satisfatórias, as de laranja foram calmas. Segundo colaboradores do Cepea, apesar do período de recebimento de salários, o recesso pesou negativamente no volume negociado. A laranja pera no mercado de mesa foi negociada na semana antes do Carnaval por R$ 17,39/cx de 40,8 kg, na árvore, estável em comparação com a semana anterior.

Para as demais frutas e hortaliças acompanhadas pelo Hortifruti/Cepea, as vendas também não obtiveram tanto desempenho quanto as de tahiti. Já esperando por esse cenário, muitos compradores já haviam reduzido suas compras antes do feriado prolongado para que não houvesse sobras ou perdas nos boxes.
 
Por Daiana Braga - Equipe Hortifruti Brasil

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Edição de fevereiro: Qual melhor época para vender HFs?

Nesta primeira edição de 2015, a Hortifruti Brasil apresenta o calendário de maiores e menores preços de hortifrutícolas na Ceagesp. O objetivo é informar ao produtor a vender seu produto sobretudo em épocas de preços mais altos.

A HF Brasil também reúne nesta edição algumas alternativas que podem ajudar o produtor de frutas e hortaliças a antecipar ou a postergar pelo menos parte da safra para obter melhor retorno financeiro.

Leia também a nova Seção de Melancia, nossa estreia desta edição!

Está esperando o quê? Acesse já a edição de fevereiro e saiba mais em
www.cepea.esalq.usp.br/hfbrasil.
 
Atenciosamente,
Equipe Hortifruti Brasil
(19) 3429-8808

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Alerta de mercado: Greve no ES faz preço do tomate subir 30% no atacado do RJ

Uma greve de caminhoneiros no Espírito Santo iniciada ontem, 09, dificultou o acesso de caminhões de tomate provenientes de Venda Nova do Imigrante (ES), que rumavam até o atacado da capital do Rio de Janeiro. Os caminhoneiros protestavam contra o aumento do preço da gasolina, o que acabou gerando congestionamentos na BR 101, na altura do km 427, no sul do estado capixaba.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a greve perdurava pelo menos até a manhã desta terça-feira, 10. Com menos carregamento de tomate, atacadistas da ceasa fluminense informaram ao Cepea que tiveram que elevar os preços de venda. Nesta terça, os valores subiram 29%, indo de R$ 41,00/cx de 22 kg negociada ontem para os atuais R$ 56,00/cx.

Produtores de Venda Nova do Imigrante, uma das principais regiões capixabas produtoras de tomate, estão em pleno pico de colheita de tomate da safra de verão 2014/15.  

Por Erika Nunes Duarte e Daiana Braga – Equipe Hortifruti Brasil